segunda-feira, 22 de julho de 2013

Observações e conclusões

1. De acordo com o Presidente da República é necessário consenso e um acordo entre os 3 partidos que assinaram o acordo com a troika externa. Se houvesse acordo, haveria eleições em 2014. Não havendo, haverá em 2015.
Se atingíssemos o tal acordo que seria bom para a "Salvação Nacional", o Presidente que tanto o queria anteciparia as eleições. Não tendo o que queria, fica mais tempo com o que não queria. Marquês de Sade teria mais facilidade em explicar esta decisão.

2. Retirando quilos de areia dos olhos: Bom ou mau jogador, Cavaco acena com a cenoura ao PS, caso este aceite um acordo. Um acordo em que PSD e PP não abdicam das suas ideias e ainda se assiste a provocações do Primeiro Ministro durante as negociações. 
Se o PS aceita, vai a eleições mais cedo, mas fragilizado por compactuar. Se não aceita, tem de esperar mais tempo.
Pelo sim pelo não, o Primeiro Ministro prefere minar esse acordo, proferindo frases provocatórias no meio de negociações, não ter lá o PS e poder ficar à vontade mais 2 anos.
Não deve haver nada tão parecido a um xeque-mate político como isto.

3. Cavaco empolgado marca a ordem de trabalhos da bancada da maioria: "façam uma moção de confiança!"
Parece aqueles ex treinadores, que na posição de comentadores, não deixam de fazer sugestões de tácticas às suas antigas equipas.

4. "Salvação nacional" - este termo implica que só quando está a ser usado é que os políticos estão a praticá-lo?

5. Miguel Sousa Tavares nunca esteve tão certo.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

é tramado

Mourinho diz que Ronaldo "pensa que sabe tudo". Mas eu acho que ele nem é o único deles os dois que pensa que sabe tudo. Acho porque não sei.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Mourinho, o sem vergonha

Não sou o maior fã do estilo de comunicação de José Mourinho, principalmente nesta última etapa incendiária no Real. Mas a verdade é que em 3 anos, catalães e jornalistas de Madrid atacaram-no de todas as formas, desde insultos desportivos a pessoais.
Mourinho talvez pela sua dimensão mediática deveria de saber passar ao lado de tudo isto, mas ao mínimo contra ataque lá aparecem mais insultos pessoais. Não há pachorra para tanta mesquinhez junta.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O bufo

De há anos para cá, não sei precisar quando isto começou, mas os comentadores políticos invadiram a nossa televisão. Tendo Marcelo como percursor, muitas tvs tentaram repetir o êxito apostando noutras figuras.
Atingimos o máximo da silly season de comentário político com a contratação do não recluso Socrates por parte da RTP. Agora vemo-los em despique por protagonismo.
Sábado à noite, Marques Mendes anunciou que vai haver reunião do conselho de Estado garantindo que tem isso como confirmado, depois vêm as suas suposições sobre o que deverá ser discutido lá.

Não sei se há obrigação de sigilo, não deve haver, mas o bom senso não deveria ser regra?

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Palas quebradas

A melhor equipa do mundo, o melhor jogador do mundo, o melhor treinador do mundo. Pois bem, até agora esses títulos têm sido degladiados entre Real Madrid, Barcelona, Messi, Ronaldo, Guardiola e Mourinho.
Sabendo que nos últimos 4 anos, o Barcelona foi a uma final da Champions, o Real a nenhuma e o Bayern a 3. Não será estranho a ausência desta equipa destes prémios. É que se não tem a melhor equipa terá de ter o melhor jogador ou melhor treinador para poder levar tão longe uma equipa que não é a melhor, mas teima em assumir-se como tal.
A bipolaridade Real - Barça toldou a visão de todos e tudo o que não tivesse as cores destas equipas não era para ser levado a sério. A 3ª final do Bayern e acima de tudo a forma como eliminou o Barça quebrou com todas as palas. E com elas quebradas, perguntemo-nos de novo: quem serão os melhores do mundo?

quinta-feira, 18 de abril de 2013

o mundo não é justo

(fui buscar isto ao bitaites, mas como foi pensamento de fundo durante o meu dia de ontem não tinha como não partilhar. E acrescentar também a palhaçada da história do miúdo que abraçou o pai e morreu, que correu as redes sociais e afinal era pura ficção. vergonhoso.)

Por esta altura já toda a gente sabe ao pormenor o que se passou nos Estados Unidos. Vimos as filmagens das bombas a rebentar, o pânico, desespero e dor das pessoas, o sangue derramado nos passeios, inocentes sem pernas. Por esta altura sabemos quantos perderam a vida no atentado na maratona de Boston. Sabemos quem eram, que idade tinham, o que faziam. Conhecemos os rostos. Já vimos uma mãe homenageando a falecida filha aos microfones do mundo. Partilhámos a sua dor porque somos pessoas comuns e a nossa capacidade de criar empatia com os outros não depende de nacionalidades. Mas já vimos o suficiente, obrigado.
Por isso é altura de desligar o televisor. Porque no rescaldo do conturbado processo eleitoral na Venezuela morreram sete pessoas e dezenas ficaram feridas. Porque um terramoto ocorrido recentemente na fronteira entre o Irão e o Paquistão matou quase 80 e destruiu centenas de habitações. Porque na Síria morreram mais de 60 mil e 600 mil perderam as suas casas desde que começou a Guerra Civil, a janeiro de 2011. (e aqui também acrescento, Porque no Iraque há explosões diárias onde morrem 20, 30 pessoas.)
 E é preciso desligar o televisor porque não há câmaras de televisão, repórteres da CNN, bandeirinhas ensanguentadas ou histórias de heroísmo que me consigam convencer de que a morte de uns é mais importante do que a morte de outros.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Soares: Contra informação

Mário Soares defende o não pagamento da dívida dando o exemplo da Argentina como um país que assumiu essa posição de não pagamento e nada aconteceu. Acreditando eu que por muitos defeitos que Soares tenha, a ignorância não é um deles, só posso atribuir estas afirmações a uma intenção clara de aumentar o ruído recorrendo à contra informação e à mentira para poder desgastar / derrubar o Governo.
Não vou ser eu a enunciar aqui tudo o que aconteceu à Argentina, mas digo-vos não só que aconteceu e acontece. A Argentina tem uma economia débil, impostos e mais impostos, os quais não escreverei para não dar ideias ao Gaspar.
E é assim que estamos, um ex Presidente com preocupações aparentemente patrióticas a recorrer à mentira para conquistar a população. Portugal como nação e os portugueses como povo não merecem tanta merda de joguinhos.