quinta-feira, 18 de abril de 2013

o mundo não é justo

(fui buscar isto ao bitaites, mas como foi pensamento de fundo durante o meu dia de ontem não tinha como não partilhar. E acrescentar também a palhaçada da história do miúdo que abraçou o pai e morreu, que correu as redes sociais e afinal era pura ficção. vergonhoso.)

Por esta altura já toda a gente sabe ao pormenor o que se passou nos Estados Unidos. Vimos as filmagens das bombas a rebentar, o pânico, desespero e dor das pessoas, o sangue derramado nos passeios, inocentes sem pernas. Por esta altura sabemos quantos perderam a vida no atentado na maratona de Boston. Sabemos quem eram, que idade tinham, o que faziam. Conhecemos os rostos. Já vimos uma mãe homenageando a falecida filha aos microfones do mundo. Partilhámos a sua dor porque somos pessoas comuns e a nossa capacidade de criar empatia com os outros não depende de nacionalidades. Mas já vimos o suficiente, obrigado.
Por isso é altura de desligar o televisor. Porque no rescaldo do conturbado processo eleitoral na Venezuela morreram sete pessoas e dezenas ficaram feridas. Porque um terramoto ocorrido recentemente na fronteira entre o Irão e o Paquistão matou quase 80 e destruiu centenas de habitações. Porque na Síria morreram mais de 60 mil e 600 mil perderam as suas casas desde que começou a Guerra Civil, a janeiro de 2011. (e aqui também acrescento, Porque no Iraque há explosões diárias onde morrem 20, 30 pessoas.)
 E é preciso desligar o televisor porque não há câmaras de televisão, repórteres da CNN, bandeirinhas ensanguentadas ou histórias de heroísmo que me consigam convencer de que a morte de uns é mais importante do que a morte de outros.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Soares: Contra informação

Mário Soares defende o não pagamento da dívida dando o exemplo da Argentina como um país que assumiu essa posição de não pagamento e nada aconteceu. Acreditando eu que por muitos defeitos que Soares tenha, a ignorância não é um deles, só posso atribuir estas afirmações a uma intenção clara de aumentar o ruído recorrendo à contra informação e à mentira para poder desgastar / derrubar o Governo.
Não vou ser eu a enunciar aqui tudo o que aconteceu à Argentina, mas digo-vos não só que aconteceu e acontece. A Argentina tem uma economia débil, impostos e mais impostos, os quais não escreverei para não dar ideias ao Gaspar.
E é assim que estamos, um ex Presidente com preocupações aparentemente patrióticas a recorrer à mentira para conquistar a população. Portugal como nação e os portugueses como povo não merecem tanta merda de joguinhos.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Onde estava o Tribunal Constitucional?

Quando aumentaram os salários da função pública a meses das últimas eleições que Socrates ganhou.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Portugal e o Sporting

Iniciemos então com um paralelismo forçado qb: Nos noventas, Portugal ainda vivia uma era relativamente áurea com a UE a patrocinar devaneios, quando chega ao Sporting Roquette, que traz consigo o rigor financeiro. O controlo do passivo é anunciado, o rigor, o não aumento da despesa, etc e tal, fazem crer que o Sporting iria limpar o seu passivo (pequeno) e ser um clube rico.
De lá para cá, tirando algumas boas loucuras (como JVP, Jardel, André Cruz) e outras más (Kmet, Pongolle, etc etc), o Sporting tem pautado a sua ação como exemplo de rigor, contenção de custos, austeridade. Pelo menos, assim o dizem. A verdade é que desde a entrada em prática da dita austeridade e do dito rigor, o Sporting tem acumulado não só amargos desportivos como também contas miseráveis. O passivo aumentou exponencialmente e está hoje bem mais enterrado em dívidas do que esteve em tempos de vacas gordas, leia-se pré Roquette.
Portugal também sempre em lenta queda, nos últimos anos abraçou como lema a dita austeridade e a verdade é que a queda foi bem maior e atinge níveis históricos de endividamento face ao PIB, níveis históricos de desemprego.
Há aqui um paralelismo, a palavra austeridade trouxe ao Sporting e a Portugal números recorde pela negativa.
Curioso é ver o aparecimento de Godinho Lopes neste paralelismo. Godinho Lopes acabou com a austeridade no Sporting. Prometeu e cumpriu. Contratou, contratou, contratou. Resultado: passivo a aumentar incrivelmente em pouco tempo e o sucesso desportivo nunca esteve tão longe. Tanta contratação e acabou por não haver disponibilidade para pagar ordenado a tempo e horas. Será que a oposição ao Governo será como uma era Godinho Lopes no Sporting?

Qual o lugar de Bruno de Carvalho nisto tudo? Não faço ideia, mas sei que isto é muito bom: