Iniciemos então com um paralelismo forçado qb: Nos noventas, Portugal ainda vivia uma era relativamente áurea com a UE a patrocinar devaneios, quando chega ao Sporting Roquette, que traz consigo o rigor financeiro. O controlo do passivo é anunciado, o rigor, o não aumento da despesa, etc e tal, fazem crer que o Sporting iria limpar o seu passivo (pequeno) e ser um clube rico.
De lá para cá, tirando algumas boas loucuras (como JVP, Jardel, André Cruz) e outras más (Kmet, Pongolle, etc etc), o Sporting tem pautado a sua ação como exemplo de rigor, contenção de custos, austeridade. Pelo menos, assim o dizem. A verdade é que desde a entrada em prática da dita austeridade e do dito rigor, o Sporting tem acumulado não só amargos desportivos como também contas miseráveis. O passivo aumentou exponencialmente e está hoje bem mais enterrado em dívidas do que esteve em tempos de vacas gordas, leia-se pré Roquette.
Portugal também sempre em lenta queda, nos últimos anos abraçou como lema a dita austeridade e a verdade é que a queda foi bem maior e atinge níveis históricos de endividamento face ao PIB, níveis históricos de desemprego.
Há aqui um paralelismo, a palavra austeridade trouxe ao Sporting e a Portugal números recorde pela negativa.
Curioso é ver o aparecimento de Godinho Lopes neste paralelismo. Godinho Lopes acabou com a austeridade no Sporting. Prometeu e cumpriu. Contratou, contratou, contratou. Resultado: passivo a aumentar incrivelmente em pouco tempo e o sucesso desportivo nunca esteve tão longe. Tanta contratação e acabou por não haver disponibilidade para pagar ordenado a tempo e horas. Será que a oposição ao Governo será como uma era Godinho Lopes no Sporting?
Qual o lugar de Bruno de Carvalho nisto tudo? Não faço ideia, mas sei que isto é muito bom:

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